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Saiba porque adequar seus produtos às normas e regulamentos técnicos 27/10/2009

Posted by patmayana in Comercialização.
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Quando uma empresa se sente preparada para exportar, o primeiro passo é ter conhecimento das exigências técnicas do país do qual vai se exportar o produto.

(*) Por Joselma Carvalho

mel brasileiro

O mel brasileiro precisou se adequar às normas e regulamentos para continuar sendo exportado. Foto: Agência Sebrae de Notícias

Sem essas informações sua empresa corre o risco de amargar um enorme prejuízo.

Se um produto não cumpre as especificações da regulamentação técnica de um país, sua venda não será permitida. No entanto, o não cumprimento de uma norma, apesar de não inviabilizar a venda, poderá diminuir sua participação no mercado. Meio confuso, não?

Mas afinal qual a diferença entre Norma e Regulamento?

De acordo com o Inmetro, a grande diferença está na obrigatoriedade de sua aplicação, pois tanto normas quanto regulamentos técnicos referem-se às características do produto.

O Inmetro é o órgão responsável no Brasil por informar aos outros países sobre as novas exigências técnicas dos produtos brasileiros e receber as informações enviadas pelos demais países, pautadas no Acordo sobre Barreiras Técnicas ao Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Regulamento Técnico:
Documento aprovado por órgãos governamentais em que se estabelecem as características de um produto ou dos processos e métodos de produção com eles relacionados, com inclusão das disposições administrativas aplicáveis e cuja observância é obrigatória. Também pode incluir prescrições em matéria de terminologia, símbolos, embalagem, marcação ou etiquetagem aplicáveis a um produto, processo ou método de produção, ou tratar exclusivamente delas.

Norma Técnica:
Documento aprovado por uma instituição reconhecida, que prevê, para um uso comum e repetitivo, regras, diretrizes ou características para os produtos ou processos e métodos de produção conexos, e cuja observância não é obrigatória. Também pode incluir prescrições em matéria de terminologia, símbolos, embalagem, marcação ou etiquetagem aplicáveis a um produto, processo ou método de produção, ou tratar exclusivamente delas”.

Exemplo do mel
Um exemplo de como as normas e regulamentos podem ser um fator restritivo de mercado está no caso da exportação do mel brasileiro, que sofreu embargo para exportar à Europa.

Essa restrição fez com que as empresas brasileiras passassem por um processo de adequação às normas do Ministério da Agricultura, em 2008, para que então voltassem a exportar.

Segundo o técnico do Sebrae da Unidade de Agronegócios do Sebrae Nacional e coordenador da Rede Apis, Reginaldo Resende, essa mudança trouxe excelentes resultados. “Houve aumento no preço do produto e nas exportações em um momento em que normalmente haveria queda”, ressaltou ele.

Boa notícia!

Para facilitar o acesso dos empresários brasileiros a esse tipo de informação, o Sebrae acabou de firmar uma parceria com a – Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

A micro e pequena empresa interessada em se informar ou se atualizar quanto às normatizações referentes aos seus produtos, podem entrar no site: http://www.abnt.org.br/paginampe e solicitar o acesso as normas pagando apenas um terço do valor das mesmas.

“É o pequeno negócio preparado para competir no Brasil e no Mundo”.

Para mais informações, acesse:

*Joselma Carvalho é técnica da área de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional.

 

Cosméticos permitidos para mulheres muçulmanas 20/10/2009

Posted by patmayana in Consumidor, Estratégias de Mercado.
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É estimado que 70% de muçulmanos em todo o mundo vivam sob o código do halal. Este, que já é um mercado consagrado para a indústria alimentícia, caracteriza-se como um grande mercado potencial para a indústria de cosméticos, apesar de ainda ignorado.

Linha de produtos da OnePure para mulheres muçulmanas

Linha de produtos da OnePure para mulheres muçulmanas

Reconhecendo essa lacuna, a Canadense Layla Mandi – famosa maquiadora que se converteu ao islamismo – lançou uma linha de cosméticos certificada pelo halal. Os produtos de cuidados para a pele, chamados OnePure, não contém extratos de suínos e nem álcool, ambos comuns nas maquiagens-padrão, mas proibidos de acordo com o Koran.

A linha é certificada por uma autoridade islâmica da Malásia, que verificou que todas as substâncias contidas nos produtos são permitidas.

A sede da OnePure, situada em Dubai, oferece inicialmente um kit viagem de USD 125 (purificador, tonificante, hidratante e creme para os olhos), voltados para mulheres do Oriente Médio, para as quais os produtos OnePure são especialmente formulados.

Os kits são atualmente vendidos nos vôos da Saudi Airlines, no shopping Souk al Bahar, em Dubai, e por meio do site da empresa. Além disso, estão em negociação acordos com redes hoteleiras para disponibilizar os produtos aos seus hóspedes. A OnePure também planeja lançar uma linha para o corpo e cabelos, bem como produtos para os homens.

Se os cosméticos-padrões são realmente proibidos é discutível, mas a aposta é que há muitas mulheres muçulmanas que, nesse caso, se sentirão salvas ao invés de se lamentarem. A grande garantia oferecida pela certificação da OnePure é a existência de pontos de venda reais, conforme seu slogan: “Certifique-se. 100%”.

Pronto para trazer esse conceito para as muçulmanas de sua localidade?

Fonte: www.springwise.com

Tradução: Juliana Gregory Mee

Cadê a Sabugosa? 30/09/2009

Posted by patmayana in Estratégias de Mercado.
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Especializada em livros infantis, a livraria Sabugosa ficava no Brasília Shopping, em Brasília, mas em seu lugar agora está outra empresa.

Livro infantil  vendido na Livraria Sabugosa antes de fechar

Livro infantil vendido na Livraria Sabugosa antes de fechar

Além de livros infantis, a Livraria Sabugosa tinha ainda uma linha de brinquedos pedagógicos. Seu nome era uma homenagem ao inteligente personagem de Monteiro Lobato, o Visconde de Sabugosa.

A Sabugosa atuava com um nicho de mercado muito específico e seu portfólio de produtos oferecia muitas opções para pequenos leitores dos 2 meses a 12 anos.

Para minha surpresa, ontem estive no Shopping Brasília e, em seu lugar, estava a ampliação de uma loja de tênis. No meu coração ficou um buraco.

O que teria acontecido à Sabugosa?

O investimento de estar no shopping agora é alto demais? A concorrência da Livraria Cultura que também oferece livros infantis (não com a variedade da Sabuosa) foi difícil enfrentar? O interesse das crianças por livros diminuiu?

Sempre faço esse tipo de indagação quando vejo uma empresa fechar. E, quando é uma pequena empresa com anos de história e diferencial, mais ainda.

Lembrei-me de um filme, uma comédia romântica, que tinha no elenco Meg Ryan e Tom Hanks, no qual ela era dona de uma pequena loja que vendia livros para crianças que se chamava A Loja da Esquina. A personagem de Meg havia herado o negócio da mãe e a loja fazia parte da paisagem e da vida do bairro. Tinha clientela fiel e vizinhos como clientes frequentes.

Surge então a FOX, uma livraria do tipo megastores (e megastores nos EUA são realmente MEGA) que tinha uma cafeteria e oferecia descontos inacreditáveis. Além de vários andares de ofertas de livros, e vendedores que não conseguiam ter um relacionamento tão próximo com o cliente.

Durante todo o filme a Loja da Esquina tenta sobreviver e, no fim, Golias vence Davi, Meg Ryan torna-se escritora de livros infantis e descobre que Tom Hanks, apesar de ter provocado sua falência, tinha coração.

Que lição tiramos deste filme? Todo negócio grande ou pequeno deve estar sempre preparado para as mudanças do mercado. Deve procurar estar um passo à frente, pois o sucesso de ontem pode não ser condição de sobrevivência para hoje.

A Loja da Esquina fechou, a Sabugosa fechou. Mas eu confesso que tenho a esperança de que ela tenha apenas se mudado e em uma de minhas andanças de fim de semana a encontre em alguma esquina de Brasília.

Encontro favoreceu troca de experiência entre empresas 23/09/2009

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Por *Mario Jorge T. Sampaio
 
 Aconteceu em Fortaleza (CE), nos dias 18 e 19 de setembro, o 2º. Encontro de Redes e Centrais de Negócios do Nordeste.
Encontro contou com a presença de mais de 500 representantes de Centrais de Negócios dos Estados da região nordeste.

Evento contou com a presença de mais de 500 representantes de Centrais de Negócios dos Estados da região nordeste.

O encontro foi patrocinado pelo Sebrae no Ceará e contou com a presença de mais de 500 representantes de Centrais de Negócios dos Estados da região nordeste nos ramos de supermercados, lojas de material de construção, drogarias e outros.

Esse 2º. encontro teve como foco principal a disseminação de boas práticas do modelo e o fortalecimento do movimento no Brasil e se revelou excelente oportunidade para a troca de experiências entre as empresas.

A programação foi composta por palestras técnicas e informativas sobre a operação e gestão de redes e centrais de negócios, além da apresentação de casos de sucesso e depoimentos de empresários beneficiados com a adesão ao modelo.

Um destaque especial foi a abordagem realizada sobre o tema Sociedade de Propósito Específico (SPE) que dirimiu dúvidas sobre a aplicação da legislação e os benefícios em relação às atuais Redes e Centrais de Negócios.

“Geração de negócios”, “ampliação de mercado” e “ação conjunta” foram expressões muito utilizadas durante o evento pelos empresários presentes, ao se referirem às vantagens da adesão a uma central de negócios.

As apresentações técnicas feitas ao público demonstraram que os números são realmente muito favoráveis. Em todos os casos houve significativa redução de custos operacionais, melhoria de gestão e elevação dos resultados financeiros.

Ao final do encontro os participantes indicaram a cidade de João Pessoa (PB) para sediar o 3º. encontro, que acontecerá em 2010.

*Mario Jorge T. Sampaio é analista da área de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional.

Quais as vantagens da venda porta a porta? 14/09/2009

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Em entrevista à TV Exame, o sócio da Natura, Pedro Passos falou sobre as vantagens e desvantagens da venda porta a porta.

Natura acertou na estratégia de venda porta a porta

Natura acertou na estratégia de venda porta a porta

Vantagens

- Ter 1.000.000 de pessoas (consultoras Natura) falando da marca;

- As consultoras transmitem conceitos e valores da marca diretamente ao consumidor e com isso agregam valor ao produto;

- As consultoras são uma força poderosa que descobrem oportunidades e exercem um empreendedorismo que permite descobrir mercados novos;

- Porta a porta chega mais rapidamente a novos mercados do que o varejo tradicional.

Desvantagens

- As consumidoras têm que esperar para receber os produtos.

Futuro

Hoje o grande desafio da venda porta a porta, ou venda direta, é eliminar a demora no recebimento do produto. Para minimizá-lo, a empresa está investindo na intensificação do uso de tecnologias de informação como celulares, descentralizando a logística e instalando novos centros de distribuição.

Assista o vídeo “Pedro Passos – A foraça das vendas porta a porta”  na Exame TV

Leia mais sobre distribuição porta a porta no site de mercado  do Sebrae.

Como está o mercado de gráficas? 01/09/2009

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Estudo realizado pelo Sebrae e Abigraf indica que o setor  gráfico é composto por micro e pequenas empresas em sua maioria, cerca de 88% .

Estudo faz uma radiografia do setor gráfico no Brasil

Estudo faz uma radiografia do setor gráfico no Brasil

Estudo lançado semana passada pelo Sebrae e pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) traz um retrato do mercado do setor gráfico. Para a pesquisa, foram entrevistadas 1.200 empresas.

Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o setor é formado por 20.296 unidades produtivas, ou 18.673 empresas, sendo que 88% são micro e pequenas empresas.
 
O faturamento bruto do setor é cerca de 23,1 bilhões e os serviços que mais contribuem para este montante são impressão de jornais, livros, revistas, apostilas e manuais (31% do faturamento total) e impressos promocionais e comerciais (30,4%).
 
As vendas se concentram nos clientes empresariais (82%), composto de empresas industriais (35%) e comércio varejista (26%). O mercado atendido por 44,9% é regional, ou seja, além da cidade onde estão sediadas, atendem outras cidades próximas.

A concorrência no mercado é acirrada principalmente pela facilidade de entrada de novos concorrentes.

Ações de marketing

Quando indagados sobre o investimento em ações de marketing, 45% dos empresários afirmaram não fazer nenhum tipo de investimento na área. Este dado não é uma surpresa uma vez que a maioria das micro e pequenas empresas não realiza investimentos em marketing. E quem faz não faz de forma sistemática.

As principais ações para conquista de novos clientes são:

  • Redução no prazo de entrega dos pedidos (10,7% das empresas);
  • Aumento da verticalização na pré-impressão e acabamento (7,5%);
  • Melhoria na qualidade do produto e atendimento (7%);
  • Domínio da tecnologia digital na pré-impressão e na impressão (6,8%);
  • Diversificação de soluções de lata, média e baixa tiragens (4,9%);
  • Serviços diferenciados de impressão, em formato e em gramatura (5,1%).

Ou seja, pouco ou nenhum investimento em ações relacionadas a promoção, estratégia de preços ou distribuição dos produtos.

Como um setor industrial, o olhar das gráficas em relação a ações de marketing ainda está dentro da porteira, ou seja, somente relacionado à produção e produtos.

É interessante que empresas que têm 30,4% de seu faturamento vinculado à produção de impressos promocionais e comerciais, os utilizem tão pouco. Parece que o ditado popular “casa de ferreiro com espeto de pau, ou papel” cabe bem para esse setor.

Acesse o Estudo Setorial da Indústria Gráfica 2008 completo na Biblioteca Sebrae.

Quanto vale um produto ou serviço? 24/08/2009

Posted by patmayana in Estratégias de Mercado, Vendas.
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*Por Francisco Cesarino

Afinal qual é o preço justo que estamos dispostos a pagar por um produto ou serviço?

Philip Kotler é um dos grandes nomes do marketing mundial

Philip Kotler é um dos grandes nomes do marketing mundial

Passei dois dias da última semana no Fórum Mundial de Marketing & Vendas da HSM em São Paulo. Estiveram lá palestrantes ilustres e famosos que, entre outras coisas, falaram que o preço não se relaciona diretamente com a quantidade de dinheiro paga por um produto ou serviço.

As definições não se restringem mais à quantidade de dinheiro necessária para comprar uma unidade de mercadoria ou serviço ou relação de troca de um bem por outro, ou outras.

Decidida e unanimemente, todos os palestrantes do encontro afirmaram e reafirmaram que o preço está diretamente relacionado ao valor percebido pelo cliente, ou seja, é algo absolutamente revestido de subjetividade e mesmo de emoção.

Vale dizer que entre estes palestrantes estava nada mais nada menos do que Philip Kotler.

O que seria esse valor percebido?

É a proposta de reflexão deste texto, o significado desse tal valor percebido pelo cliente, como chegar a ele, como chegar a uma boa proposta de valor para os produtos e serviços.

Já encontrei em textos de vários autores que existem formas diferentes e semelhantes para definir a busca deste valor percebido, mas sempre baseadas em escutar e observar o cliente.

O professor José Carlos Teixeira Moreira propõe uma nova visão para a criação de valor, na qual o foco se desloca 180 graus da visão tradicional, ou seja, do foco no cliente, para o foco do cliente.

Nesse sentido, a proposta é que se tenha a revelação da paisagem que o cliente observa. É o olhar do cliente, a busca da relação cliente x empresa, baseada na cooperação e na busca de transformar o cliente em admirador e promotor da empresa.

E a pequena empresa?

Essa é uma boa discussão para a pequena empresa. Ela está em vantagem em relação às grandes e médias. Esta vantagem é diretamente proporcional a sua proximidade do cliente, que é quem paga o preço por seus produtos e/ou serviços.

Vale acrescentar que essa proximidade é uma grande vantagem competitiva das pequenas empresas, para quem o cliente não é uma figura distante. Ao contrario, é real, está ao seu alcance e capaz de ser escutado e observado. Que tal aproveitar o café na padaria, a conversa com vendedores, o papo do happy hour e tentar identificar esse foco do cliente.

Outras propostas certamente existem ou existirão na busca desse tal de “valor percebido”, mas de uma coisa pode-se ter certeza, pelo menos no marketing, estabelecer o preço de produtos e serviços vai muito além do resultado da “velha formula de formação de preço de venda”.

Leia mais sobre o tema marketing no site de Acesso a Mercados.

*Francisco Cesarino é gerente adjunto da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional

Fórum indica mudanças no consumo moderno 19/08/2009

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*Por Wang Ching

Grandes nomes do marketing enfatizam a importância das empresas estarem atentas à percepção de valor do cliente

Durante o Fórum Mundial de Marketing & Vendas 2009

Durante o Fórum Mundial de Marketing & Vendas 2009

Estou em São Paulo assistindo ao Fórum Mundial de Marketing & Vendas 2009, promovido pela HSM, que aconteceu ontem, 18, e hoje, 19.

As palestras de Kevin Roberts, Andreas Weigend e Philip Kotler, todos nomes importantes nomes do marketing mundial, aconteceram ontem.

Em absoluta sintonia, todos os palestrantes indicam mudanças no perfil do consumidor moderno e a necessidade das empresas se diferenciarem para vender produtos e serviços.

Um ponto forte da fala de Kevin Roberts foi que “preço é o que o seu cliente paga, valor é o que ele vivencia. Mais do que fazer negócios, é necessário oferecer uma experiência prazerosa”.

Andreas Weigend falou da importância de ajudar os clientes a tomar melhores decisões. E mostrou exemplos de sites de compras como a amazom.com, construído para configurar as preferências do cliente e ajudar a descobrir itens de compras relacionados.

Philip Kotler afirmou que é essencial pensar em marketing baseado em valores. O consumidor de hoje vai muito além da decisão racional. Importante é também envolver o seu coração e espírito. Por isso, as empresas devem ir além da missão e visão, procurando gerar valor que possa ser percebido pelos seus clientes.

Ele sugeriu várias formas de envolver o cliente no negócio. Ele afirma que o cliente tem entusiasmo em participar da criação de produtos e serviços. As empresas deveriam usar estratégias como essa para trilhar seu caminho para o futuro.

Neste mundo de transformações é necessário pensar continuamente em como fazer diferente e criar valor que seja percebido. Afinal de contas, para que as empresas se mantenham no mercado, a mudança é a regra e não a exceção.

Maneiras de se diferenciar por Philip Kotler

Dentre variados assuntos tocados por Philip Kotler durante o Fórum Mundial de Marketing & Vendas 2009, o tema sobre maneiras de se diferenciar me chamou especial atenção.

Kotler apresentou basicamente seis maneiras de se diferenciar: produto, serviços, pessoal, canais, imagem e preço.

Na diferenciação por produto, ele incluiu características, desempenho, conformidade, durabilidade, confiabilidade, estilo, design e embalagem. 

E na diferenciação por serviços, a prestação, instalação, treinamento do cliente, consultas e assistência técnica.

Não há dúvidas de que a diferenciação é importante e podemos até diferenciar produtos comuns, mas Kotler levanta uma importante reflexão: a diferenciação não vai ajudar se o básico não for bem feito. Portanto, cumpra o básico, antes de se diferenciar.

Outro aspecto importante mencionado por Kotler em sua palestra diz respeito à contínua mudança do perfil do consumidor moderno. E nesse contexto pode-se acrescentar a mudança das referências sobre o que é básico e o que é diferencial.

Kotler afirma que alguns diferenciais do passado perderam o caráter de algo único, exclusivo. Itens como qualidade, atenção ao cliente, segurança do produto e programas de fidelidade passam a ser oferecidos por significativa quantidade de empresas, formando um referencial para a exigência do consumidor. Assim, alguns itens que eram diferenciais há alguns anos, transformaram-se na atualidade em requisitos esperados e até exigidos.

Mesmo as empresas de pequeno porte, devem buscar continuamente diferenciais, mas não devem descuidar do que é básico: de entregar o produto ou serviço, nas condições oferecidas e no prazo certo.

Para se manter no mercado e crescer, toda empresa deve estar atenta ao seu posicionamento no mercado, às mudanças de cenário e no que o seu cliente busca. Portanto, comece conhecendo o seu cliente!

*Wang é gerente da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional.

Artesanato brasileiro em loja de roupas 11/08/2009

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 *Por Eraldo Ricardo  
A Le lis Blanc, loja de roupas e utilidades do lar, passou a vender artesanato produzido em todo o Brasil com a ajuda do Sebrae. Conheça a história

Em fevereiro deste ano, o agente de mercado do Sebrae na Bahia, Aldir Parisi,  recebeu um contato de uma compradora da rede de lojas Le lis Blanc. Ela estava interessada em conhecer peças artesanais da Bahia. Aldir contou sobre o Projeto Comércio Brasil e comentou que ela teria a oportunidade de conhecer o artesanato de outras partes do País, o que despertou grande interesse por parte da compradora.

A oportunidade foi divulgada para os dezoito estados (até então pertencentes ao projeto) dos quais, nove demonstraram interesse ou tinham o segmento artesanal como prioritário no Comércio Brasil.

Primeiro encontro
Em seguida, foi agendada uma reunião de negócios na sede da empresa Le lis Blanc com a presença da proprietária e de duas compradoras. Também estiveram presentes os agentes de mercado dos nove estados (RS, PE, CE, MS, MG, MT, ES, AC e BA) com suas respectivas mostras de peças. A reunião durou uma manhã inteira e, na ocasião, cada agente apresentou a história e a origem do seu produto artesanal.

Ao final das apresentações, a proprietária ficou muito satisfeita e emocionada, pois seu projeto previa a construção de um espaço para comercialização de artesanato brasileiro em suas 44 lojas espalhadas pelo Brasil e exterior. No entanto, ela não sabia a quem recorrer para implantá-lo, sendo que até aquele momento a empresa contava apenas com artesanato da China, Índia e outros países.

Resultados
A ação em rede já contabilizou nas Unidades Produtivas Artesanais do Espírito Santos, o valor de R$ 79.850,00 e outros R$ 25.320,00 para as Unidades da Bahia. Os demais estados estão em fase de negociação e ajustes de peças exclusivas que irão compor a coleção da Le lis Blanc.

Ainda durante esse primeiro encontro, o Sebrae no Acre apresentou o biscoito de castanha e a castanha fatiada salgada, deixando a proprietária da loja bastante impressionada. Após vários meses de negociações e produção de rótulos específicos com a marca da empresa, o produto foi lançado neste mês de agosto. Com isso, já é possível saborear o biscoito da castanha, a castanha fatiada e salgada em qualquer das lojas da Le lis Blanc no Brasil.

Cabe aqui ressaltar o empenho e o espírito de cooperação do pessoal do Sebrae na Bahia, fundamental para a prospecção dessa importante oportunidade comercial de inserção do artesanato brasileiro em uma grande loja como a Le Lis Blanc.

Projeto Comércio Brasil
O projeto Comércio Brasil foi criado em 2005 e representa um instrumento para facilitar o acesso e o relacionamento sustentável entre as micro e pequenas empresas e novos canais de comercialização.

Esse acesso se dá por meio de uma rede de agentes de mercado estaduais que recebem treinamento específico na metodologia do projeto. Com isso, eles passam a mapear novos canais de comercialização e novas oportunidades de negócios entre a rede estabelecida, buscando a abertura de novos mercados para as empresas participantes do projeto.

O projeto é dirigido às micro e pequenas empresas formais dos setores industrial, comercial e agrícola, inclusive cooperativas e associações.

*Eraldo Ricardo é analista da área de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional.

 

Loja de chocolate Kaebisch é paraíso para chocólatras 06/08/2009

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Chocolates Kaebisch

Chocolates Kaebisch

Quer se diferenciar? Pense em mercado e nos diferenciais para o seu negócio. Conheça os seus clientes e observe os seus concorrentes. Foi assim que a Kaebisch fez.

 *Por Wang Hsiu Ching

Andando pelas ruas de Brasília, conheci a Kaebisch, uma pequena loja de chocolates, imperdível para os apreciadores de chocolates especiais. Os chocolates são produzidos artesanalmente, com matéria-prima belga, variados sabores e em interessantes combinações. Em cada pedacinho de chocolate, uma emoção.

Se os chocolates enchem os olhos, imagine saboreando. A variedade vai desde os mais tradicionais como trufas de gianduia, até sabores e combinações inusitadas com flor de laranjeira, caipiroska ou manjericão.

É uma ótima opção de presente para apreciadores de chocolates e melhor ainda para se auto-presentear.

A Kaebisch se estabeleceu em Brasília devido à paixão da chef Anna Kaebisch, chocólatra declarada. Na adolescência, Ana se interessou pela pesquisa e aprendizado dos segredos do chocolate. Mais do que a paixão por chocolates, o mercado de chocolates vem crescendo mas, como todo negócio, têm os seus desafios. É um mercado concorrido no qual a criatividade e diferenciação deverão sempre fazer parte da estratégia.

A Kaebisch tem como diferenciais um ambiente aconchegante, mais caseiro, como uma tradicional chocolateria Européia. Utiliza matérias-primas de primeira qualidade, criatividade nos sabores e combinações, apuro nas formas, associadas às embalagens desenvolvidas para melhor apresentar a sua linha de chocolates.

É um interessante exemplo de como pequenos detalhes podem fazer grande diferença no seu negócio. Quer saber mais? Vá pessoalmente e constate, mas pode começar com um tour virtual pelo site.

Veja mais fotos da Kaebisch:


*Wang é gerente da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional.